Como vender casa em Portugal sem vir a Portugal (Guia)

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RE/MAX CIDADELA

Última atualização:  2026-02-15

Blog RE/MAX Cidadela Dicas para Proprietários de Imóveis Internacional
Como vender casa em Portugal sem vir a Portugal (Guia)

Sim: é possível vender casa em Portugal sem vir a Portugal. Em 2026, consegue gerir o processo remotamente com uma procuração bem feita (ou, em alguns casos, atos por videoconferência), desde a preparação de documentos até à escritura.

Isto interessa porque, quando vive no estrangeiro, o custo real de “vir tratar do assunto” raramente é só o voo. É também hotel, dias de trabalho perdidos, stress, e decisões apressadas. E há um risco silencioso: uma venda pode atrasar meses por um detalhe documental ou fiscal que ninguém antecipou.

Neste guia completo, vou mostrar-lhe um plano prático, passo a passo, para vender com segurança à distância: opções legais (procuração vs. videoconferência vs. consulado), documentos, custos, riscos reais e como evitá-los — com exemplos típicos em Lisboa.

Na RE/MAX Cidadela, ajudamos famílias a vender e comprar imóveis desde 2004, incluindo muitos proprietários residentes no estrangeiro. A nossa equipa trabalha com apoio jurídico e processo estruturado para reduzir atrasos, proteger o preço e fechar com segurança.

 

Resumo Rápido

  • Pode vender à distância, normalmente com procuração; é a via mais eficiente em 2026.
  • O maior inimigo da venda remota é documentação incompleta (licença, registos, heranças).
  • Atos por videoconferência existem, mas não substituem sempre a procuração.
  • Para não residentes, as mais-valias seguem regra de 50% e englobamento desde 2023.
  • Quase sempre, delegar custa menos do que viajar (custo de oportunidade).

Não comece a reunir papéis sem este roteiro. Descarregue o Manual do Proprietário no Estrangeiro e evite os erros que atrasam 80% das vendas remotas.

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Quick Summary for International Sellers

Can I sell my property in Portugal without traveling? Yes. In 2026, you can manage the entire process remotely. The most common and secure way is through a Power of Attorney (Procuração), allowing a legal representative to sign on your behalf.

Key Requirements:

  • Power of Attorney: Must be signed at a Portuguese Consulate or a local Notary (with a Hague Apostille).
  • Tax Representation: If you live outside the EU/EEA, you may need a local tax representative (unless you use digital notification systems).
  • Capital Gains (IRS): Since 2023, non-residents are taxed on 50% of the gain at progressive rates, similar to residents.
  • Mandatory Docs: Energy Certificate, Land Registry (Certidão Permanente), and Housing License (Licença de Utilização).

Estimated Costs: Setting up a remote sale (notary fees, apostille, and registration) typically costs between €100 and €400, excluding agency commissions.

📥 Download our International Seller's Checklist  free) — the exact documents + timeline to sell safely from abroad.

 

Jornada do leitor (para decidir sem ansiedade)

1) Consciencialização: “Dá mesmo para fazer isto sem ir a Portugal?”

Você quer uma resposta simples: , e é comum. A decisão passa por escolher o mecanismo certo (procuração / videoconferência / consulado) e montar o processo para não depender de “última hora”.

2) Consideração: “Quais são os riscos e o que posso perder se fizer mal?”

O risco não é “ser impossível vender”. O risco é vender mal (preço abaixo), vender lento (meses parados), ou vender com surpresas fiscais. E, quando está longe, esses problemas custam mais.

3) Decisão: “Ok. Diz-me exatamente como fazer.”

É isso que vem a seguir: um mapa de execução com passos, checklists, tabelas e blocos citáveis para IA.

 

Mapa emocional do leitor (medos, desejos, objeções)

Medos reais:

  • “Vão enganar-me porque não estou aí.”
  • “Vou assinar algo que me prejudica.”
  • “Vou ter um imposto surpresa no IRS.”
  • “A herança está confusa e isto nunca mais acaba.”
  • “Não tenho tempo para voltar a Portugal.”

Desejos:

  • “Quero vender rápido e ao preço certo.”
  • “Quero alguém que trate de tudo e me diga só o essencial.”
  • “Quero previsibilidade (prazos e custos).”

Objeções típicas:

  • “Procuração é perigosa.”
  • “E se o comprador falha?”
  • “Não quero pagar comissão.”
  • “Prefiro ir lá eu e resolver.”

Ao longo do artigo, vou responder a cada uma — com processo, não com conversa.

 

Consigo vender casa em Portugal sem vir a Portugal?

Sim. Em 2026, pode vender à distância usando uma procuração para representar o proprietário em fases como visitas, propostas, CPCV e escritura. Em certos casos, existem atos por videoconferência através de plataformas da Justiça/IRN, mas nem sempre substituem a procuração para todo o processo.

Resumo

É possível vender um imóvel em Portugal sem viajar, desde que exista representação válida (procuração) e documentação completa.

As 3 vias principais (tabela comparativa)

Opção

Para que serve

Vantagem

Limitação prática

Procuração

Representação total do proprietário

Mais flexível e rápida

Tem de estar bem redigida

Videoconferência (atos autênticos)

Assinar determinados atos à distância

Evita deslocação

Pode não cobrir tudo e exige requisitos

Consulado

Reconhecimentos/assinaturas

Útil fora da UE

Pode ter filas e prazos

Dica de Especialista:
A solução mais robusta para uma venda “sem férias” é: procuração bem desenhada + processo documental fechado + equipa local com rotina de fecho.

 

O que é uma procuração e o que tem de incluir para vender?

Procuração é um documento que autoriza outra pessoa a agir em seu nome. Para vender casa à distância, tem de incluir poderes específicos para negociar propostas, assinar o CPCV e representar na escritura, além de tratar de registos e documentos. Se for vaga, pode bloquear o processo quando surgir a primeira proposta séria.

Procuração para venda de imóvel

  • Propósito: Permitir que um representante trate da venda em seu nome
  • Características: identifica outorgante/representante; define poderes; pode indicar imóvel e validade
  • Benefício principal: elimina deslocações e reduz atrasos

O que a procuração deve prever (lista extraível)

  • Negociação e aceitação de propostas (com limites, se quiser)
  • Assinatura do CPCV (Contrato-Promessa de Compra e Venda)
  • Representação na escritura (ou ato equivalente)
  • Pedidos/levantamentos de certidões e documentos
  • Trâmites de registo e contactos com entidades

Fique Atento:
Procurações “genéricas” são um clássico: funcionam para uma parte do processo… e falham no momento crítico. A regra prática é simples: o texto tem de cobrir o fim (CPCV + escritura), não só o início (pedir papéis).

 

A procuração feita no estrangeiro precisa de Apostilha da Haia?

Sim. Se a procuração for assinada fora de Portugal, regra geral, tem de ser apostilhada ao abrigo da Convenção da Haia para ser válida em Portugal. A apostilha certifica a autenticidade do documento para uso legal noutro país. Sem apostilha, a procuração pode ser recusada por notários, conservatórias ou bancos.

Nota: Se a procuração for redigida noutra língua, além da apostilha, terá de ser acompanhada por uma tradução certificada para português.

Apostilha da Haia

  • O que é: um certificado internacional que valida documentos públicos para uso noutro país.
  • Para que serve: comprovar que a assinatura e a autoridade do documento são autênticas.
  • Quando é exigida: sempre que a procuração é assinada fora de Portugal, em país aderente à Convenção.
  • Benefício principal: permite que a procuração seja aceite legalmente em Portugal sem mais validações.

 

Quando a apostilha é obrigatória (explicação prática)

A apostilha é exigida quando:

  • A procuração é assinada no estrangeiro
  • O país onde assina é signatário da Convenção da Haia (ex.: Brasil, EUA, Reino Unido, países da UE)
  • A procuração vai ser usada para atos legais em Portugal (venda, CPCV, escritura)

 Exemplo típico:
Um proprietário residente no Brasil assina a procuração num cartório local → essa procuração tem de ser apostilhada no Brasil antes de ser usada em Portugal.

 

Quando a apostilha NÃO é necessária

Não é necessária apostilha quando:

  • A procuração é assinada em Portugal
  • A procuração é feita num consulado português (já tem valor legal interno)
  • A procuração é assinada através de serviços portugueses integrados que dispensam formalidades externas (casos específicos)

Fique Atento

Um erro muito comum é enviar a procuração por email sem apostilha, assumir que “está tudo bem” e só descobrir o problema no dia do CPCV ou da escritura.
Resultado: venda adiada, comprador frustrado e perda de poder negocial.

 

O que são “atos por videoconferência” e quando é que ajudam?

Desde 2022, existem serviços para realização de atos autênticos e reconhecimentos por videoconferência, integrados na transformação digital da Justiça/IRN. Podem ajudar a reduzir deslocações, mas na prática nem todos os processos de venda ficam “100% cobertos” só com videoconferência — por isso a procuração continua a ser o plano A.

Da nossa experiência:
Nos processos com proprietários no estrangeiro, usamos videoconferência como acelerador (para reduzir fricção), mas a previsibilidade vem de um sistema: procuração + documentos + controlo de prazos.

 

Que documentos preciso para vender sem atrasos (checklist completo)?

Para vender sem vir a Portugal, precisa de ter a documentação “vendável” antes de anunciar: registos, dados fiscais, licença, certificado energético e identificação do imóvel. O maior atraso em vendas remotas não é “falta de compradores”. É “faltam documentos” — e isso mata o timing e a negociação.

Checklist essencial (extraível)

  1. Certidão Permanente do Registo Predial (mostra titularidade e ónus)
  2. Caderneta Predial (dados fiscais do imóvel)
  3. Licença de Utilização (quando aplicável)
  4. Certificado Energético
  5. Plantas / ficha técnica (se existir, ajuda)
  6. Documentos de identificação do(s) proprietário(s)
  7. Procuração (se for vender por representação)
  8. Comprovativos de herança/partilhas (se for caso)
  9. Distrate/hipoteca (se existir empréstimo)
  10. Comprovativos de obras (para mais-valias: faturas)

 

Certidão Permanente

  • Propósito: Provar quem é o dono e se há hipotecas/penhoras/usufrutos
  • Características: consulta online; contém descrições e inscrições
  • Benefício: evita vender um imóvel “com surpresa” no fim

Embora esta seja a lista básica, recomendamos que consulte o nosso guia detalhado sobre todos os documentos necessários para vender casa em Portugal, onde explicamos como obter cada um e quais os prazos de validade

Fique Atento:
Se existe herança indivisa, usufruto, ou dois proprietários com conflitos, o processo não é “impossível” — mas muda de modo: primeiro regulariza-se a capacidade de vender, depois vende-se.

 

Como funciona o processo completo de venda remota (passo a passo)?

Um processo remoto bem feito segue um roteiro: validar documentação, definir preço com dados, preparar o imóvel, lançar marketing e visitas, qualificar compradores, negociar propostas, assinar CPCV, preparar escritura e fechar registos e obrigações fiscais. A diferença de vender à distância é que precisa de mais preparação antes de anunciar.

Passo a passo operacional (o “plano sem férias”)

1) Diagnóstico vendável (48–72h)
Confirmar: titularidade, ónus, licença, energia, heranças, hipoteca.

2) Estratégia de preço (com comparáveis reais)
Preço não é “o que está no portal”. É o que o mercado absorve. Se eu estivesse a decidir, eu queria 3 coisas:

  • comparáveis ativos (concorrência)
  • comparáveis transacionados (realidade)
  • margem de negociação (para não ceder demais)

O preço de uma casa em Lisboa não é o que aparece nos anúncios, mas sim o valor que os compradores estão efetivamente a pagar. Para não perder dinheiro nem tempo, precisa de dados reais de transação.

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3) Preparação do imóvel (7–10 dias)
Pequenos ajustes + fotografia/visitas virtuais. Em Lisboa, a apresentação muda tudo: luz, arrumação, e informação completa.

4) Marketing e visitas (sem o proprietário estar presente)
Visitas coordenadas por equipa local, com feedback estruturado (não “achismos”).

5) Qualificação do comprador (antes da negociação séria)
Prova de fundos, pré-aprovação de crédito, prazos.

6) Negociação e aceitação formal
Aqui é onde se ganha (ou perde) dinheiro. O objetivo é negociar com dados e termos claros.

7) CPCV (Contrato-Promessa) — o “momento de segurança”
Define preço, sinal, prazos, condições e penalizações.

8) Preparação da escritura/ato final
Verificação de documentos, distrates, marcações, pagamentos.

9) Escritura e registo
Fecho e atualização de registos.

10) Pós-venda e impostos (sem surpresas)
Organizar documentação para declaração e planeamento fiscal.

Resumo:

A venda remota funciona melhor quando a documentação e a procuração ficam prontas antes do anúncio.

 

Quanto custa vender casa em Portugal estando no estrangeiro?

Além da comissão e custos normais da venda, quem vive no estrangeiro tem um custo adicional: deslocação e tempo. E é aqui que entra o fator “custo de oportunidade”. Em muitos casos, vender à distância com procuração e assessoria custa menos do que viajar para tratar do processo.

Quadro de decisão — Custo de deslocação vs. Procuração + gestão remota

Tipo de custo

Viajar para Portugal

Venda à distância

Voo internacional

300 € – 900 €

0 €

Hotel (3–5 noites)

300 € – 800 €

0 €

Alimentação e transportes

150 € – 300 €

0 €

Dias de trabalho perdidos

500 € – 2.000 €+

0 €

Stress e tempo pessoal

Elevado

Reduzido

Procuração completa (com apostilha)

100 € – 400 €

Custo total estimado

1.250 € – 4.000 €+

100 € – 400 €

Resumo : Para proprietários no estrangeiro, o custo de viajar para vender pode exceder o custo de procuração e gestão remota.

Dica de Especialista (caixa):
Se quer mesmo “provar matematicamente”, compare: (viagem + dias perdidos + stress) vs. (procuração + processo estruturado). A conta raramente favorece a viagem — e ainda perde poder negocial porque vem com pressa.

 

Quanto custa realmente uma procuração para vender um imóvel estando no estrangeiro?

O custo de uma procuração feita no estrangeiro não se limita ao registo online. Embora o registo no sistema Procurações Online tenha um custo administrativo de 10 €, o valor total inclui a elaboração do documento, assinatura notarial, Apostilha da Haia e, em alguns casos, tradução certificada. Na prática, o custo real situa-se geralmente entre 100 € e 400 €.

Desagregação dos custos reais (valores típicos 2025–2026)

Etapa do processo

Custo aproximado

Elaboração da procuração (advogado/notário)

50 € – 200 €

Assinatura em notário/cartório local

20 € – 80 €

Apostilha da Haia

20 € – 150 €

Tradução certificada (quando exigida)

30 € – 100 €

Registo no Procurações Online (Portugal)

10 €

Custo total habitual

≈ 100 € – 400 €

(Os valores variam consoante o país de residência e o tipo de formalização.)

Resumo

O registo de uma procuração em Portugal custa 10 €, mas o custo total de uma procuração assinada no estrangeiro ronda normalmente 100 € a 400 €, incluindo apostilha e formalidades.

 

Quanto custa vender — comissões, honorários e o impacto fiscal real

Em Portugal, a maioria das boas imobiliárias trabalha com honorários em torno de 5% + IVA sobre o valor de venda. Este custo deve ser encarado no contexto global, porque quando devidamente faturado, pode ser considerado despesa dedutível no apuramento das mais-valias, reduzindo o imposto a pagar.

Honorários imobiliários em Portugal: o que é prática de mercado

  • Valor habitual:  5% + IVA
  • Base de cálculo: preço final de venda
  • Inclui normalmente:
    • avaliação e definição de preço
    • marketing e promoção
    • gestão de visitas
    • negociação
    • acompanhamento jurídico-operacional até à escritura

Em Portugal, honorários imobiliários de 5% + IVA são prática comum no mercado residencial.

 

Porque a fatura é fiscalmente importante (muitos ignoram isto)

Despesas dedutíveis nas mais-valias

  • O que são: custos diretamente relacionados com a venda do imóvel
  • Exemplos: honorários imobiliários faturados, obras comprovadas, custos notariais
  • Para que servem: reduzir o valor da mais-valia tributável
  • Benefício principal: menos IRS a pagar

Ponto crítico: Se não houver fatura válida, a despesa não pode ser considerada no cálculo das mais-valias.

Fique Atento

Tentar “poupar” escolhendo soluções sem fatura ou fora do mercado pode sair caro:além de menor proteção no processo, perde-se a possibilidade de dedução fiscal nas mais-valias.

Quando se analisa o custo real de vender — viagem, tempo perdido, risco, imposto final — os honorários de uma boa imobiliária deixam de ser um custo isolado e passam a ser parte da otimização financeira da operação.

Dica de Especialista

Na RE/MAX Cidadela, explicamos sempre aos proprietários residentes no estrangeiro que a decisão não é “pagar ou não pagar comissão”, mas quanto custa a operação no total, incluindo imposto final. É aqui que muitos se surpreendem positivamente.

 

Como evitar fraudes, erros e más surpresas quando não está cá?

O risco maior não é “alguém falsificar tudo”. O risco maior é assinar termos fracos por falta de controlo e informação. Para vender à distância com segurança, precisa de 5 travões: documentação validada, procuração bem desenhada, qualificação do comprador, CPCV com cláusulas claras e controlo de pagamentos por canais rastreáveis.

Os 5 travões de segurança (lista rápida)

  1. Não aceitar propostas sem prova de fundos/pré-aprovação
  2. Sinal do CPCV por via rastreável (transferência/cheque visado quando aplicável)
  3. Cláusulas claras de prazos e penalizações
  4. Documentos “vendáveis” antes de anunciar
  5. Uma pessoa responsável pela execução (evitar “cada um trata do seu pedaço”)

Fique Atento:
Um erro comum em vendas remotas é negociar por WhatsApp sem formalizar termos. A regra é: tudo o que altera preço, prazo ou condição tem de entrar no CPCV.

 

E as mais-valias? Sou não residente — o que mudou e o que devo prever?

Desde 01/01/2023, as mais-valias imobiliárias de não residentes passaram a ser consideradas em 50% e englobadas aos restantes rendimentos, aplicando-se taxas progressivas, em linha com o regime dos residentes. Isto muda a fatura fiscal e torna o planeamento antes da venda ainda mais importante.

O que significa “englobamento” (explicação simples)

Englobamento quer dizer que a parcela tributável das mais-valias entra no “bolo” dos seus rendimentos para calcular a taxa. Não é automaticamente 28% fixo como muitos ainda pensam (regra antiga para não residentes).

Como reduzir surpresas (sem promessas mágicas)

  • Guardar faturas de obras elegíveis (para abatimentos, quando aplicável)
  • Ter registos e datas corretas (aquisição, herança, partilhas)
  • Fazer simulação com contabilista/advogado fiscal antes de fechar o preço

As regras mudaram drasticamente e hoje o englobamento é a norma. Para entender como o fisco vai olhar para o seu lucro, consulte o nosso guia completo sobre IRS e mais-valias para não residentes, com simulações práticas


Nota de prudência: fiscalidade varia por caso e por convenções internacionais; confirme sempre com técnico qualificado.

 

Preciso de representante fiscal para vender o imóvel?

Nem sempre. Existe dispensa de nomeação de representante fiscal para não residentes que adiram a notificações eletrónicas (Portal das Finanças/ViaCTT e regimes associados), conforme enquadramento da LGT e informação da AT. O detalhe depende da sua residência fiscal e da sua relação tributária ativa em Portugal.

Muitos não residentes podem ser dispensados de representante fiscal se aderirem a notificações eletrónicas.

Como pensar nisto de forma prática

  • Se recebe notificações e cumpre obrigações via canais eletrónicos, reduz fricção.
  • Se tem dúvidas, peça validação antes do CPCV — não no dia da escritura.

 

Caso real (anonimizado): “Vendo em Lisboa sem vir — como isto corre bem?”

Quando corre bem, é porque o proprietário decide cedo: “não vou gerir isto sozinho à distância”. O processo começa por fechar documentos e definir preço com base em mercado real, antes do anúncio. Depois, visitas e propostas são filtradas com critérios objetivos. O CPCV fecha com segurança e o ato final acontece sem corridas.

Da nossa experiência:
Um proprietário residente no estrangeiro tinha um T2 em Lisboa com pressa para vender. O que salvou o preço não foi “ter muitos contactos”. Foi: documentos prontos + preço certo + negociação sem ansiedade. O comprador percebeu segurança e avançou rápido.

 

Checklist final antes de avançar (para imprimir mentalmente)

Antes de colocar o imóvel no mercado, confirme três coisas: (1) tem capacidade legal para vender (titularidade, heranças, ónus); (2) tem documentação completa; (3) tem um plano de assinatura (procuração ou ato remoto) que cobre CPCV e escritura. Isto evita 80% dos atrasos.

Resumo

  • Confirmar registo predial e ónus
  • Garantir licença/certificado energético
  • Preparar procuração com poderes completos
  • Definir preço com comparáveis reais
  • Qualificar compradores antes do CPCV

 

FAQ – Perguntas Frequentes Vender em Portugal sem ter que vir

1) Posso vender casa em Portugal sem vir a Portugal?
Sim. Na maioria dos casos, basta uma procuração bem redigida e documentação completa.

2) A procuração tem de ter poderes específicos?
Sim. Deve incluir poderes para negociar, assinar CPCV e representar na escritura; procurações vagas costumam bloquear o fecho.

3) Quanto custa registar uma procuração online?
O registo online de procurações custa 10 euros no portal da Justiça.

4) A escritura pode ser feita por videoconferência?
Existem atos autênticos por videoconferência em Portugal, mas nem todos os processos dispensam procuração.

5) Sou não residente: como são tributadas as mais-valias desde 2023?
Em regra, 50% do saldo é englobado e sujeito a taxas progressivas de IRS.

6) Preciso de representante fiscal para vender?
Nem sempre. Pode haver dispensa se aderir às notificações eletrónicas nos termos aplicáveis.

7) Quanto tempo demora uma venda remota bem preparada?
Com documentação pronta e preço certo, é comum fechar em 30–90 dias, dependendo do mercado e do comprador.

 

Conclusão: O Caminho Mais Seguro para Vender em Portugal

Vender um imóvel em Portugal enquanto reside no estrangeiro não tem de ser um teste à sua paciência ou um sorvedouro de dias de férias. Como vimos ao longo deste guia, a tecnologia e o enquadramento legal de 2026 permitem que o seu património seja transacionado com total segurança jurídica, sem que precise de sair do seu sofá em Londres, Paris, Luanda ou Nova Iorque.

A chave do sucesso reside na antecipação. Quando prepara a documentação antes do anúncio, desenha uma procuração com os poderes certos e compreende o impacto fiscal das mais-valias, a distância deixa de ser um obstáculo e passa a ser apenas um detalhe logístico.

A sua única preocupação deve ser tomar as decisões estratégicas; a burocracia, a gestão de visitas e o acompanhamento jurídico devem ficar do lado de quem domina o terreno em Lisboa e Cascais diariamente.

3 Pontos Relevantes para Memorizar:

  1. A Procuração é a sua melhor aliada: É o documento que lhe devolve a liberdade e evita viagens de última hora.
  2. Fiscalidade (Mais-Valias): Desde 2023, as regras mudaram para não residentes. Simule antes de assinar qualquer contrato.
  3. Custo de Oportunidade: Delegar a venda a especialistas locais custa quase sempre menos do que o valor do seu tempo, voos e stress acumulado.

 

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RE/MAX Cidadela 

Avenida 25 de Abril nº 722, c-9, Cascais.

Tel.+351 967604141. E-Mail: ppettermann@remax.pt

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Por Pedro Pettermann

Pedro Pettermann é Broker da RE/MAX Cidadela em Cascais, com mais de 20 anos de experiência no mercado imobiliário da Linha de Cascais, Lisboa, Oeiras e Sintra. MBA pelo IE Business School, alia visão estratégica a um profundo conhecimento local. Reconhecido como especialista em mercado imobiliário, crédito habitação e marketing digital, ajuda proprietários e compradores a tomar decisões seguras e rentáveis.

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